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Microservices vs. monólito.

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Quando um monólito chega, quando se separa. Conway's Law, Team Topologies — e porque a resposta não é «Microservices».

Categoria · DevOps & Infra

Duas arquiteturas, uma ponderação.

Um monólito mantém toda a aplicação numa base de código e num deployment. Os microservices decompõem-na em muitos serviços autónomos, que são desenvolvidos, entregues e escalados separadamente.

Ambos são legítimos. A separação custa complexidade — rede, consistência de dados, operação — e esse preço tem de ser justificado por um benefício real.

Quando se separa.

A Lei de Conway diz que os sistemas refletem a estrutura de comunicação da sua organização. Os microservices fazem sentido quando várias equipas autónomas têm de entregar de forma independente, sem se bloquearem mutuamente.

Até lá, construímos normalmente um monólito bem estruturado — mais rápido de desenvolver, mais simples de operar, mais fácil de compreender. Separar pode fazer-se mais tarde, de forma cirúrgica, ao longo da costura que realmente dói.

Porque a resposta não é "microservices".

Os microservices como decisão por defeito levam a monólitos distribuídos: todas as desvantagens da distribuição, nenhuma das suas vantagens. É o erro caro mais frequente neste campo.

A pergunta certa não é "monólito ou microservices", mas "onde passa a fronteira a partir da qual entregar de forma autónoma cria valor real". Só essa fronteira justifica o corte.

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